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Veja nesta edição: Patrícia Peck Pinheiro, especialista em Direito Digital, fala de segurança da informação e Governança. Conheça os primeiros passos da Ci&T para conquistar a segunda economia do mundo. Onde aprender mais sobre Governança de TI, Multisourcing, Componentização e SOA. E as iniciativas de responsabilidade social da Ci&T, capitaneadas pelos voluntários da Rede do Bem.

Boa leitura!
 
     
   
     
     
 
     
  Patrícia Peck Pinheiro, sócia-fundadora da PPP Advogados, é especialista em Direito Digital. Com experiência internacional em direito e tecnologia nos EUA, Portugal e Coréia, assessora mais de 120 clientes nas questões de Gestão de Risco Eletrônico e Segurança da Informação. Autora do livro “Direito Digital” pela editora Saraiva e com especialização em Harvard, atualmente é professora da pós-graduação da FAAP. Nessa entrevista exclusiva, a advogada fala sobre segurança da informação, direito digital e Governança de TI.

(Ci&T Webnews) Pensando nos “ingredientes” do risco operacional (processos internos inadequados ou deficientes, pessoas, sistemas e eventos externos), existe uma boa dica ou uma regra universal para quem quer se sentir mais seguro?
(Patrícia Peck) A melhor dica é estabelecer as regras da empresa claramente. A norma de conduta dos colaboradores, especialmente a dos gestores, deve ser formalizada, alinhada com alçadas e poderes e termos de responsabilidade. A partir daí, a empresa consegue definir os controles dos processos e monitorar seu cumprimento, com o máximo de prevenção e juridicamente embasada para situações de contenção e resposta a incidentes. A informação tem que estar clara, não pode ser uma questão de cada um, individual, de bom senso apenas.

(Ci&T Webnews) A Lei SOX, vista a uma distância de 6 anos (promulgada em 2002), foi mesmo um marco?
(Patrícia Peck) O que ela marcou foi a necessidade de as empresas serem de fato transparentes e esse compromisso ser feito pela alta gestão, com possibilidade de responsabilização civil e criminal. Não que isso já não existisse nas leis, sejam elas norte-americanas ou brasileiras, mas o mercado precisava ser lembrado disso.

(Ci&T Webnews) Mas as boas práticas, efetiva governança corporativa, transparência e o estabelecimento de controles internos (exigências da SOX) não deveriam automaticamente ser parte integrante de qualquer empresa?
(Patrícia Peck) Sim, deveriam ser requisito para se estar operando no mercado, principalmente aberto em bolsa, com investidores minoritários que não estão envolvidos na gestão. As decisões de gestão devem responsabilizar os executivos quando geram danos para a sociedade e a terceiros. No Brasil, isso está previsto no Novo Código Civil, artigo 1016.

(Ci&T Webnews) Por qual motivo a segurança da informação acabou ganhando importância também como um diferencial competitivo?
(Patrícia Peck) Na era da informação, em que os dados mais sigilosos e críticos do negócio circulam em ambientes de mobilidade, em rede, a segurança da informação torna-se essencial para a proteção do próprio negócio, dos ativos intangíveis, da reputação da empresa.

(Ci&T Webnews) Para evitar riscos operacionais, estratégicos e de investimentos, o melhor remédio são as boas práticas de Governança Corporativa. Por acaso, tem gente que ainda não acredita nisso?
(Patrícia Peck) A base da Governança Corporativa é estar em conformidade com as leis e as boas práticas de mercado, inclusive várias ISOs que determinam certos padrões (standards) para o mercado. É curioso ver que existem empresas que não conseguem ter um nível mínimo de governança. Ou seja, a interpretação disso seria que operam em desconformidade com a lei e as boas práticas, no maior risco e não no menor risco. Isso impacta a todos, quer sejam acionistas, funcionários, fornecedores, instituições de crédito, comunidade e autoridades. Não é uma questão de acreditar, tem que praticar mesmo.

(Ci&T Webnews) No âmbito do outsourcing, os fornecedores de serviços de TI estão ganhando cada vez mais importância como fomentadores dos processos de governança em seus clientes?
(Patrícia Peck) Sim, pois o fornecedor quer reduzir o seu risco naquele contrato, e isso acaba trazendo questões de governança para cláusulas dos contratos de TI.

(Ci&T Webnews) A Governança de TI tem mesmo toda essa importância alardeada?
(Patrícia Peck) Quanto mais se terceiriza TI, mais tem que existir controles, e os mesmos estão baseados em processos. Por sua vez, esses processos são determinados por conformidade a leis e boas práticas de mercado, com a finalidade de gerenciar e reduzir riscos. Logo, quando TI torna-se essencial para a entrega do core business da empresa, tem que haver, sim, prática rígida de governança.

(Ci&T Webnews) No mundo colaborativo da Web 2.0, uma questão polêmica é a do direito autoral. Como é tratada essa questão atualmente?
(Patrícia Peck) Orientamos nossos clientes a ter uma Política de Proteção de Propriedade Intelectual, já que a avaliação de valor das empresas passa cada vez mais pela análise dos ativos intangíveis. E aí entram na conta as marcas, domínios, softwares, bancos de dados, criações de conteúdo e metodologias, entre outros. Sendo assim, o direito autoral deve ser enxergado como um ativo, que ou é da empresa ou de terceiro. E há lei específica para isso e processos de registro para proteção jurídica, que incluem desde termo de cessão, inserção de cláusulas em contratos de trabalho e prestação de serviço, por exemplo. Não fazer isso significa operar com telhado de vidro. Uma ação de indenização fundamentada em infração de direito autoral, moral ou patrimonial, em geral é calculada com base em 3 mil vezes o valor do direito, fora não se poder fazer mais uso do mesmo.
 
     
 
  Ci&T quer conquistar o Japão  
     
  Depois da expansão da sua subsidiária nos Estados Unidos e de um novo plano de investimentos para a Europa, a Ci&T prepara o desembarque em um novo mercado: o Japão. De olho na segunda economia do mundo, com um PIB estimado em US$ 4,571 trilhões, o primeiro passo para identificar potenciais parceiros está sendo dado com a participação em uma missão comercial multissetorial ao Japão. Realizada de 17 a 27 de abril, a viagem foi promovida pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) e Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. "Nossas principais motivações são o fato do Japão ser um dos maiores mercados do mundo no setor de serviços de TI e que boa parte de nossos clientes nos EUA tem filiais na terra do sol nascente", explica César Gon, CEO da Ci&T. O Japão é considerado um dos principais mercados-teste para o desenvolvimento de produtos globais. Durante a missão comercial, a SOFTEX (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro), com apoio técnico e financeiro da Apex-Brasil e da Embaixada do Brasil em Tóquio, realizará um Network Meeting e o seminário "Produtos e Serviços de Software Brasileiros para Empresas do Japão". Também foram incluídas visitas a associações empresariais e a companhias pré-selecionadas. "Estamos iniciando uma fase de análise desse mercado para decidir se é uma boa geografia para uma futura expansão. Sabemos que o CMMI-5 é muito valorizado no Japão, o que já é um bom indício para a Ci&T e sua proposta de valor voltada para qualidade e agilidade", avalia Gon.  Com 13 anos de existência, a Ci&T possui dez unidades espalhadas pelo Brasil, além da subsidiária na Filadélfia, EUA, e um escritório na Europa. Atualmente, as exportações já representam 27% do faturamento da empresa.  
     
 
  Governança de TI em foco  
     
  • Fórum Nacional de Governança de TI
• 23 de abril
• Centro Britânico Brasileiro, São Paulo, SP

Patrocinado pela Ci&T e considerado o evento oficial desse tema, o fórum espera reunir 100 congressistas, incluindo diretores de TI, CIOs, gerentes de sistemas e de informática. Serão apresentados cases diferenciados e exclusivos de grandes empresas, além de palestras com renomados profissionais que vão esclarecer importantes frameworks e melhores práticas. Promovido pela ebusiness Brasil (Associação Brasileira de e-business) e  Febracorp (Federação Brasileira de Desenvolvimento Corporativo), o objetivo do encontro é conhecer as melhores estratégias em um universo onde a criação de grande quantidade de conceitos e ferramentas, apresentadas ao mercado todos os dias, acaba gerando dúvidas e definições incorretas sobre Governança de TI. Bruno Guiçardi, diretor de operações da Ci&T, vai mostrar na sua palestra como usar essa ferramenta para a geração de resultados de negócio, o alinhamento executivo e a missão do CIO, a superação dos desafios típicos de implantação, quais ações priorizar para que construam credibilidade durante o processo e a abrangência dos projetos de Governança de TI e suas limitações.
 
     
  A hora do Multisourcing  
     
  • V Conferência de Outsourcing do Gartner
• 1 e 2 de julho
• WTC Hotel, São Paulo, SP

A edição de 2008 será dividida em três temas: "Entendendo e dominando o Multisourcing", "Como obter melhores resultados com Multisourcing" e "Gestão de Serviços e Ativos de TI".  A proposta do evento é ajudar a enfrentar um dinâmico e cada vez mais crescente leque de opções de serviços de TI. Lembrando sempre que o outsourcing evoluiu de uma estratégia baseada exclusivamente em redução de custos para uma disciplina integral nas empresas.
 
     
  Reúso e SOA se aprendem na Universidade  
     
  • Curso de Extensão em Arquitetura de Software, Componentização e SOA
• Inscrição: de 19/04 a 17/05/2008
• Instituto de Computação da Unicamp, Campinas, SP

Com o apoio da Ci&T e DigitalAssets, a Unicamp promove a segunda edição do curso. Com perfil único no Brasil, traz o melhor da combinação entre universidade e empresas: teoria e conceitos com aplicação prática.  Realizado no Instituto de Computação da Unicamp, o curso vai tratar do conceito do reaproveitamento de partes de software e novas abordagens de construção como SOA (Arquitetura Orientada a Serviços) e WebServices. "O reúso de ativos de software, processos, serviços e componentes é uma resposta da indústria de informática para a nova realidade do mercado, que exige das áreas de TI resultados mais rápidos com orçamentos cada vez mais limitados. Já SOA é a sigla mágica que vem revolucionando os planos de investimentos e prioridades das médias e grandes empresas", lembra Aminadab Nunes, diretor de tecnologia da Ci&T. O público-alvo do curso – número limitado a 40 vagas – é formado por profissionais graduados com experiência na área de TI e desenvolvimento de software, que estão em busca de novas abordagens de projeto de soluções corporativas. Maiores informações: www.ic.unicamp.br/soa
 
     
 
     
  Entre os projetos de Responsabilidade Social da Ci&T, um deles é totalmente voltado para a valorização e o incentivo do trabalho voluntário. Daí nasceu a  Rede do Bem, uma iniciativa dos funcionários da empresa para ações sociais, com o objetivo de contribuir para a diminuição das desigualdades e promoção da inclusão social e da cidadania. "Participar da Rede do Bem não quer dizer carregar consigo todo o peso de melhorar a sociedade sozinho. Mas, sim, ter a consciência de que é um grupo de amigos que se sentem bem em fazer o bem", explica o voluntário Edy Watanabe, implementador da Ci&T.
Conheça algumas das iniciativas da Rede do Bem:

Páscoa para crianças e adolescentes
No dia último dia 20 de março – e na mais pura tradição do coelhinho da Páscoa –, o grupo de voluntários da Ci&T entregou 90 ovos de chocolate para a Sociedade Pró-Menor Barão Geraldo. A entidade filantrópica tem sede em Campinas e atende, no horário extra-escolar, crianças e adolescentes vindos de famílias de baixa renda, cujas mães necessitam trabalhar fora.

Campanha do Agasalho de 2008
No período de 22 de abril a 22 de maio, a Rede do Bem realizará a Campanha do Agasalho 2008. A instituição escolhida pelos voluntários da Ci&T é a Fraternidade Toca de Assis, que cuida de moradores de rua, fornecendo abrigo, alimentos e tratamento médico. Em 2007, foram arrecadadas cerca de 700 peças de roupa. Para a campanha do agasalho 2008 a meta é chegar a 1500 unidades.
 
     
     
     
   
   
 
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