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Lei para o lixo eletrônico

Publicado domingo, 12 de julho de 2009 às 18:50 por saratrb.
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O governador José Serra sancionou a Lei 13.576/09 que institui normas para a reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico. Fabricantes, importadores e comerciantes desses produtos, com atuação no Estado de São Paulo, terão que reciclar ou reutilizar, total ou parcialmente, o material descartado. Se o reaproveitamento não for possível, esse lixo terá que ser neutralizado, em benefício do meio ambiente e da saúde pública. A lei é mais do que oportuna, dada a rapidez da evolução tecnológica, a expansão da chamada inclusão digital e o impacto ambiental trazido pelo descarte irregular de todo tipo de produto eletrônico.

A ONU calcula em 50 milhões de toneladas o lixo tecnológico descartado anualmente no mundo. O Brasil tem participação nada desprezível, pois se comercializam no País, em média, mais de 12 milhões de computadores por ano e, de acordo com dados do Comitê de Democratização da Informática, mais de 1 milhão desses aparelhos são descartados anualmente. Em 2008 foram vendidos 11 milhões de televisores e, de cada 100 brasileiros, 82 possuem telefones celulares, conforme a Agência Nacional de Telecomunicações.

São produtos com vida média de três a cinco anos e, depois, viram lixo tecnológico. Os metais neles empregados, em geral tóxicos, precisam em média de meio milênio para se degradar, conforme a Secretaria do Meio Ambiente.

Apesar da gravidade do problema, o Brasil espera desde 1991 pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, agora parada no Congresso Nacional. A única norma sobre o recolhimento de material eletrônico no País é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 1999. Por ela, fabricantes ou importadores de pilhas e baterias são responsáveis pelo gerenciamento desses produtos que necessitam de disposição específica por causa dos metais tóxicos que contaminam lençóis freáticos.

O cumprimento da resolução, no entanto, está muito longe do ideal. O Brasil consome 1,2 bilhão de pilhas por ano e, desse total, apenas 1% tem destino controlado e ambientalmente correto.

A lei estadual veio, portanto, suprir essa falha enfrentando, inclusive, os representantes das indústrias do setor. Eles alegam que normas diferentes, partidas de um ou outro Estado, dificultam as ações das empresas instaladas em vários pontos do País. No entanto, é obrigação de toda empresa zelar pela proteção do meio ambiente e ser socialmente responsável, independentemente das leis em vigor. É o que se lê nos sites e folhetos sobre a “missão” das companhias, mas nem sempre é o que se pratica.

Em 2008 a indústria eletroeletrônica faturou R$ 123,1 bilhões - 10% mais do que em 2007, segundo sua entidade de classe, a Abinee. É um setor que cresce com vigor e que, portanto, pode investir em favor do meio ambiente.

Mas a responsabilidade não é só dela. O autor da Lei 13.576/09, o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), também incluiu no texto exigências para que a população seja informada sobre os riscos do produto que está comprando. Rótulos e embalagens devem conter o detalhamento da presença de metais pesados e substâncias tóxicas na composição do material fabricado e também o endereço e o telefone dos postos de descarte.

Tão importante quanto a entrada em vigor da lei e o seu enforcement são as ações educativas para conscientizar realmente a população sobre o perigo provocado pelo descarte irregular das sucatas eletrônicas. Em vários países europeus, leis estabelecem a necessidade de informações nos produtos sobre os riscos de contaminação. Também os fabricantes são obrigados a recolher os produtos descartados pelo consumidor.

A tendência mundial é de, a partir de informações aos consumidores, ampla fiscalização e uma adequada estrutura de coleta, procurar evitar que essa nova fonte de poluição se torne, em breve, um novo tormento para o planeta.

O exemplo de São Paulo deveria ser seguido com urgência por todo o País.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090712/not_imp401413,0.php

Domingo, 12 de Julho de 2009

Em iniciativa verde, Google substitui cortadores de grama por bodes

Publicado segunda-feira, 4 de maio de 2009 às 11:20 por saratrb.

Animais comem mato e fertilizam áreas da sede em Mountain View.
Um cachorro da raça border collie monitora os cerca de 200 bodes.

Bodes do Google

O Google anunciou em seu blog a ‘contratação’ de cerca de 200 bodes, para aparar a grama da sede da empresa em Mountain View, Califórnia. Os animais, que passam cerca de uma semana no local, substituem os ‘barulhentos cortadores, que usam gasolina e poluem o ar’, segundo o comunicado. Um cachorro da raça border collie ajuda a monitorar os bodes, para que eles façam o trabalho. Os animais são da California Grazing, uma organização que defende essa prática ecológica e tem cerca de 800 bodes. (Foto: Divulgação/Google)

Fonte: G1

Dia da Terra! Comemore conscientemente :)

Publicado quarta-feira, 22 de abril de 2009 às 16:32 por admin.

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Nesta quarta-feira, 22, é o Dia da Terra, data que tem a intenção de fazer com que todas as pessoas do mundo todo parem para pensar um pouco em meios para a preservação do meio ambiente que está sendo destruído diariamente pelos homens.

 Pequenas ações do mundo inteiro podem levar a uma grande melhora para o nosso Planeta. Não temos o poder de melhorar essa situação porque o que foi feito não tem mais volta, mas temos a capacidade de estagnar no ponto em que estamos.

 Tudo que temos tiramos em forma de matéria prima da Terra, mas devolvemos em forma de lixo. Esses recursos são finitos e uma hora vai acabar. Depois que isso acontecer, o que você vai fazer? Por isso, essas atitudes devem ser intrínsecas às pessoas. Nada deve ser forçado e sim, algo que venha da consciência de cada um.

 Veja algumas dicas de como colocar em prática no seu dia-a-dia uma atitude mais “verde”, à favor do ar, da saúde e bem-estar das pessoas, da fauna, da flora, das águas, do Planeta Terra e aproveite para economizar dinheiro.

 - Procure fazer compra a cada duas semanas, em vez de uma vez por semana, para evitar o desperdício de comida. Coma mais ovos e grãos e menos carne

 - Uma torneira que pinga uma gota por minuto pode desperdiçar mais de 11340 litros por ano. E ainda aumenta a conta no final do mês.

 - Uma TV de plasma usa duas vezes mais energia que uma de LCD. TVs grandes também gastam mais energia. Compre apenas a TV do tamanho certo para a sua sala. Aproveite para assistir TV com a família não deixando mais de uma ligada em um mesmo programa

 - Desista do desodorizador de ambientes. Decore a sua casa com plantas e melhore a qualidade do ar.

 - Evite spams para economizar tempo, árvores e dores de cabeça

 - Quando o PC está ocioso, ele gasta mais energia. Use o modo econômico de segurança, ou melhor, desligue o monitor e o computador quando não estiver usando

 - Quando for trocar o seu computador ou telefone celular, recicle os eletrônicos velhos em vez de jogá-los no lixo

 - Instale um redutor de fluxo nas torneiras. Isso pode poupar até um galão de água por minuto

 - Tome banhos mais curtos para economizar água

 - Instale lâmpadas com sensor de presença nas áreas externas. Assim, elas só acendem quando você precisar delas

 - Se tiver espaço em casa, faça uma pequena horta

 - Tampar a panela enquanto uma comida cozinha faz com que seja aproveitado o calor que se dissipa no ar

 - Faça coleta seletiva na sua casa

- Prefira embalagens recicláveis

- Verifique a integridade do escapamento do seu veículo para garantir que a emissão de gás carbônico não seja excessiva

- Tente dar mais caronas e usar o transporte público. Dirigir sozinho pode ser caro, e solitário

- Quando for fazer compras, prefira sacolas reutilizáveis àquelas descartáveis.

 Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/22042009/48/saude-dicas-verde-no-dia-dia.html

Etiqueta classifica veículos novos por consumo de combustível

Publicado sexta-feira, 17 de abril de 2009 às 21:16 por saratrb.

Fonte: Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u552597.shtml

17/04/2009 - 21h00

Os carros zero quilômetro de cinco montadoras vão sair de fábrica, a partir desta sexta-feira, com um selo que classifica o nível de consumo de combustível de cada veiculo. Semelhante aos selos indicadores de consumo de energia das geladeiras, o selo classifica os carros em cinco níveis, sendo A o que menos consome e E o que mais consome.

A nova etiqueta faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE), coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), em parceria da Petrobras.

A medição de consumo dos novos carros será realizado a cada ano entre os meses de agosto e outubro; apenas os veículos produzidos a partir de 2009 serão identificados, desde que a montadora responsável por sua fabricação faça a adesão, voluntária, ao programa.

“Todos ganhamos com este selo: a sociedade, que ganha uma cidade mais limpa e menos poluída, o consumidor, que passa a adquirir um produto melhor e as empresas, que, apesar dos investimentos iniciais, desenvolvem sua tecnologia”, disse João Jornada, presidente do Inmetro.

“Aos poucos todas as montadoras participarão do programa para competir não apenas no mercado interno como para os consumidores estrangeiros que comprem nossos carros”, disse.

Para consultar a tabela que informa a classificação de consumo do automóvel, basta acessar a página do Conpet na internet.

Nível de poluição

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também divulgou hoje que dentro de três meses, os veículos de todas as marcas vão ter um selo verde, emitido pela pasta, para informar o nível de poluição.

Dentro de um mês, o ministério vai divulgar uma lista na internet com os modelos de carros mais poluidores. E no mês de julho serão lançados os selos.

Mais uma medida encaminhada pelo ministério é a obrigatoriedade, dentro de um ano, para os veículos que trafegam nas grandes cidades passem por uma vistoria anual, como já ocorre no Estado do Rio e na cidade de São Paulo. Numa segunda fase, a medida valerá também regiões urbanas menores, inclusive do interior.

Além de verificar as condições de segurança dos carros, será medida a quantidade de poluentes que estão sendo expelidos. Quem for reprovado no teste, vai ser obrigado a regular o motor, sob pena de multa.

Participe da Hora do Planeta 2009!

Publicado terça-feira, 24 de março de 2009 às 12:24 por saratrb.

Apague as luzes de sua casa por 60 minutos a partir das 20h30, neste  sábado dia 28 de março.

Junte-se a milhares de outras pessoas, personalidades, organizações, empresas e cidades ao redor do mundo nesse movimento mundial de luta contra o aquecimento global.

A cidade de São Paulo, por exemplo, vai apagar as luzes da Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, Estádio do Pacaembu, Obelisco e Parque do Ibirapuera.

As cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Manaus também irão participar e apagar as luzes de seus principais monumentos.

Os times de futebol São Paulo e Flamengo também aderiram ao movimento e pretendem convocar milhares de torcedores durante os jogos no sábado.

Participe!

Google trabalha em ferramenta global para vigiar desmatamento

Publicado sábado, 7 de fevereiro de 2009 às 09:29 por saratrb.

Objetivo é fortalecer programas de conservação em todo o planeta.
Chamada inicialmente de Google Forest, novidade foi anunciada no Inpe.

O gigante de buscas Google está empenhado em criar uma ferramenta inédita para monitorar a conservação de florestas de todo o planeta.

A revelação foi feita nesta sexta-feira (6) por uma representante da empresa em reunião científica no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). A proposta é integrar bases de imagens de satélite e diferentes tecnologias de monitoramento para que os países interessados possam usá-las livremente.

O objetivo inicial da ferramenta é ser usado para calcular a quantidade de carbono contida nas florestas. Com isso, ela poderá ser usada em programas de conservação baseados em um sistema, ainda em negociação, pelo qual os países poderão receber dinheiro para manterem suas florestas em pé. Este sistema é chamado pelos especialistas de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

O carbono que forma as árvores, quando liberado para a atmosfera com queimadas, por exemplo, contribui para o aquecimento global. Este é um importante fator para se combater o desmatamento.

Por meio das imagens de satélite, os cientistas esperam poder calcular quanto carbono há na floresta em pé e quanto foi liberado para a atmosfera pelo desmatamento.

O projeto do Google foi apresentado por Rebecca Moore, que gerencia um programa chamado Google Earth Outreach. Essa iniciativa ajuda ONGs e comunidades locais a usar ferramentas de mapeamento e a combater problemas ambientais. Especialistas de mais de 30 países participaram da reunião em que a gerente do Google fez o anúncio.

O Brasil tem a tecnologia mais avançada no campo de detecção de desmatamento por satélite, mas outros países, em especial os mais pobres, muitas vezes sequer têm acesso a imagens de satélite de seu território.

Moore pediu aos cientistas presentes que ajudem no desenvolvimento da ferramenta. Ela ressaltou que o projeto ainda está em estágio inicial. Mesmo assim, disse que espera “ter um protótipo ainda este ano”. Um provável nome para a ferramenta é Google Forest.

A ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que acompanha o desmatamento na região amazônica, está envolvida na iniciativa. A ideia da ferramenta surgiu em uma oficina realizada em Brasília, em junho, conta Carlos Souza Júnior, secretário-executivo da organização. “Pensamos que o Google poderia ajudar porque um dos maiores problemas que enfrentamos nesta área é ter que lidar com um volume brutal de dados”, explica.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São José dos Campos (SP)
Fonte: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL990948-16052,00.html

Junte-se a nós na Hora do Planeta

Publicado quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 às 14:32 por saratrb.
Luzes apagadas para iluminar a consciência ecológica:
evento mundial alerta contra o aquecimento global


O WWF-Brasil lançou nesta quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro, o movimento Hora do Planeta, marcando a entrada do país em uma ação mundial para mobilizar um bilhão de pessoas em mais de mil cidades, em todo o planeta, em torno da luta contra o aquecimento global. A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do prefeito Eduardo Paes, anunciou a adesão oficial da cidade ao evento.

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, apagando as luzes de casa, de monumentos, prédios públicos entre outros, por sessenta minutos a partir de 20h30 do dia 28 de março. Este gesto simples tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Além do Rio de Janeiro, foram anunciadas ontem as participações de Atenas, Buenos Aires, Edimburgo e Nova Iorque. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta. Mas estamos só começando! O WWF-Brasil espera, ainda, a adesão de outras cidades brasileiras.

E tudo começou na Austrália — Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008 o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros monumentos mundialmente conhecidos.

“A Hora do Planeta é um gesto de engajamento social, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor”, afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.

Você também pode fazer parte dessa grande ação!
Entre no site, cadastre-se e mobilize amigos e familiares.

Inspire-se! Assista ao filme oficial da Hora do Planeta.

Fonte: Boletim WWF-Brasil Janeiro

Programa Trilhas de São Paulo incentiva prática de ecoturismo em unidades de conservação na Mata Atlântica

Publicado terça-feira, 16 de dezembro de 2008 às 20:00 por saratrb.

Essa notícia é para quem gosta de fazer trilha.

“O Programa Trilhas de São Paulo, lançado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), apresenta 40 trilhas distribuídas em 19 unidades de conservação paulistas, totalizando mais de 200 quilômetros. A iniciativa tem como objetivo aproximar a população de áreas protegidas e da vivência ambiental, além de criar um conjunto interligando diferentes ecossistemas, regiões e paisagens do estado.”

“Além de estruturar os trajetos e classificar as trilhas em diferentes níveis de dificuldade (baixo, médio e alto), o Programa Trilhas de São Paulo criou uma espécie de passaporte para estimular as pessoas a percorrer cada uma dessas áreas naturais. O livreto apresenta informações sobra as unidades de conservação e seus principais atrativos naturais e históricos. Também há espaço para carimbar a trilha percorrida e cada etapa preenchida vale um brinde.”

“O Programa Trilhas de São Paulo integra o Projeto Ambiental Estratégico de Ecoturismo da SMA, que, além do passaporte, vai investir nas trilhas do estado paulista lançando manuais de monitoramento dos impactos da visitação e de interpretação ambiental das trilhas. Além disso, a SMA também desenvolve o Projeto de Ecoturismo na Mata Atlântica, que por meio de um contrato firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em quatro anos, investirá US$ 15 milhões nos Parques Estaduais de Ilhabela, Ilha do Cardoso, Carlos Botelho, Intervales, Caverna do Diabo e Turístico do Alto Ribeira, consolidando as unidades de conservação como produtos turísticos com capacidade de atrair visitantes, preservando o capital socioambiental das regiões envolvidas.”

Maiores informações sobre as trilhas e a localização das mesmas em: http://www.trilhasdesaopaulo.sp.gov.br/

Fonte: WWF-Brasil

Cães e catadores de papel mostram companheirismo nas ruas de SP

Publicado quarta-feira, 26 de novembro de 2008 às 07:26 por juniavp.

Mais um lindo exemplo da amizade e beleza dos animais! :)

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José Antônio Horácio posa para foto com a filhote Bolinha e seus outros cães

Rodeada de papéis velhos e tábuas, Bolinha dorme tranquilamente sob o Viaduto do Glicério, reduto de trabalho de catadores de papel no centro de São Paulo. A filhote, uma vira-lata de poucos meses de vida, é um dos cães que circulam no local, em meio aos sacos de lixo que chegam e que são separados manualmente para reciclagem.

À vontade no cenário, os cães são mais que observadores do trabalho já que costumam, em muitos casos, acompanhar os catadores de lixo nas “andanças” pela cidade. Além de guardar a carroça, acabam desenvolvendo uma relação profunda de amizade com o catador e, não raro, são mencionados como membros da família, como no caso de Bolinha. “Minha vida sou eu e meus cãezinhos”, diz José Antônio Horácio, o dono, que cria mais cinco.”Comigo, somos em sete cães”, brinca.

Catador de papel e morador de rua há quase vinte anos, Horácio adotou há cerca de quinze Princesa, uma cadela que encontrou por acaso. Depois dela, mais cães abandonados cruzaram seu caminho e ganharam nomes como Cartuxo, Pelé e a Bolinha, última a ser adotada. São eles que dormem ao redor da moradia improvisada sob o viaduto e que o avisam da presença de estranhos, sejam eles humanos ou, o mais comum, outros animais, como ratos e insetos.”Eles matam tudo”, diz o dono, orgulhoso.

A escolha de montar sua “cabana”, diz ele, foi influenciada pelos próprios cães, já que muitos albergues da cidade não aceitam a entrada de animais. Sem coragem de deixá-los sozinhos e pouco habituado aos horários impostos, decidiu morar na rua com os companheiros que, garante, são vacinados e bem alimentados. “O meu trabalho é para comprar comida para mim e para os meus cachorros”, diz, apontando o macarrão amontoado sobre uma folha de jornal, colocado para os cães.

Fernando Cavalcanti/UOL

Luis Felício abraça Neguinha
Fernando Cavalcanti/ UOL

Leni Alves de Souza, esposa do catador de papel Renildo, abraça Leão
FOTOS DOS CÃES

O resultado da dedicação de Horácio é retribuída: eles o seguem por toda a parte e parecem a todo momento querer brincar com o dono. “É só eu pegar a carroça que eles me acompanham”, diz, explicando que todos ficam soltos, com exceção de Bolinha que, por ora, é levada na carroça.

A companhia pelas ruas também faz parte da vida de Leão, vira-lata de média estatura que costuma acompanhar Renildo dos Santos, embora algumas vezes, por cansaço ou distração, ele volte para casa antes da hora. Em outras, Leão perde a saída de Renildo mas, profundo conhecedor do trajeto do dono, consegue encontrá-lo no meio do caminho. “Quando eu quero encontrar meu marido pergunto ao Leão”, conta Leni Alves de Souza, esposa do catador.

Embora se mostre manso com estranhos, os donos o consideram um bom cão de guarda, capaz de vigiar a carroça, responsável pelo “ganha pão”. “Ele pode não morder a pessoa, mas reconhece a carroça e vai atrás”, diz Renildo, confiante das habilidades do cão. O cansaço por causa da idade e o senso de localização de Leão evitam que ele próprio seja roubado, o que pode acontecer no local. “Algumas pessoas roubam cães para vender”, diz Renildo, que afirma já ter tido um de seus cães roubados certa vez.

Além dos “acompanhantes”, há ainda os que aguardam em casa a volta dos donos. É o caso de Luís Felício, catador de papel e morador de rua (sob o viaduto) há vinte anos, que cuida de Neguinha, uma poodle preta. Com ela no colo, o catador explica que deixa a cadela em casa quando vai trabalhar. O problema, diz ele, é que além da idade avançada, ela é cheia de manha. “Quando vai comigo só quer colo”. Com carícias e beijos em Neguinha, ele elogia incansavelmente a beleza da cachorra. “Uma vez uma madame me perguntou quanto eu queria para vendê-la”. A resposta, diz ele, não foi muito educada. “A Neguinha não tem preço, onde eu for vou levá-la comigo”, afirma.

Próximo à moradia de Felício, Laudison da Silva também aparece para mostrar suas filhotes, Natasha e Sofia, que brincam sobre o colchão do dono. Uma delas, mesmo pequena, tem defeito em uma das patas, causado por atropelamento, o que não impede que siga o dono com frequência. Ao falar sobre a considerável quantidade de cães que vivem no local, Laudison diz não se admirar. “O cão é o melhor amigo do homem: não fala mal de você e estão sempre ao seu lado, em qualquer situação”, filosofa.

– Fonte: http://bichos.uol.com.br/ultnot/ult295u2817.jhtm

Pantanal

Publicado terça-feira, 25 de novembro de 2008 às 07:28 por jmoreira.

O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios      naturais do Brasil. Maior área úmida continental do planeta – com aproximadamente 210 mil km2, sendo que 140 mil km2 em território brasileiro, em parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – o Pantanal destaca-se pela riqueza da fauna, onde dividem espaço 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves. As chuvas fortes são comuns nesse bioma. Os terrenos, quase sempre planos, são alagados periodicamente por inúmeros corixos e vazantes entremeados de lagoas e leques aluviais. Na época das cheias estes corpos comunicam-se e mesclam-se com as águas do Rio Paraguai, renovando e fertilizando a região.

O equilíbrio desse ecossistema depende, basicamente, do fluxo de entrada e saída de enchentes que, por sua vez, está diretamente ligado à pluviosidade regional.

De forma geral, as chuvas ocorrem com maior freqüência nas cabeceiras dos rios que deságuam na planície. Com o início do trimestre chuvoso nas regiões altas (a partir de novembro), sobe o nível de água dos rios, provocando as enchentes.

O mesmo ocorre paralelamente com o Rio Paraguai, não havendo como escoar toda a água acumulada. As águas se espalham e cobrem, continuamente, vastas extensões em busca de uma saída natural, que só é encontrada centenas de quilômetros adiante, no encontro com o Rio Paraná, que deságua no Rio da Prata e este, no Oceano Atlântico, fora do território brasileiro. As cheias chegam a cobrir até 2/3 da área pantaneira.

A partir de maio inicia-se a “vazante” e as águas começam a baixar lentamente. Quando o terreno volta a secar permanece, sobre a superfície, uma fina mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e húmus, propiciando grande fertilidade ao solo.

A natureza repete, anualmente, o espetáculo das cheias, proporcionando ao Pantanal a renovação da fauna e flora local. Esse enorme volume de água, que praticamente cobre a região pantaneira, forma um verdadeiro mar de água doce onde milhares de peixes proliferam. Peixes pequenos servem de alimento a espécies maiores ou a aves e animais.

Quando o período da vazante começa, uma grande quantidade de peixes fica retida em lagoas ou baías, não conseguindo retornar aos rios. Durante meses, aves e animais carnívoros (jacarés, ariranhas e outros) têm, portanto, um farto banquete à sua disposição.

As águas continuam baixando mais e mais e nas lagoas, agora bem rasas, peixes como o dourado, pacu e traíra podem ser apanhados com as mãos pelos homens. Aves grandes e pequenas são vistas planando sobre as águas, formando um espetáculo de grande beleza.

Fonte: WWF Brasil