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Coca-Cola inova na gestão de TI

Publicado quinta-feira, 20 de maio de 2010 às 16:35 por brsa.

20/05/2010 - Decision Report

A Coca-Cola Brasil começou em 2008 a buscar alternativas para inserir entre os objetivos da área de Tecnologia da Informação a avaliação dos impactos que os projetos trazem para o valor do negócio.  Jorge Osman, diretor de Tecnologia da Informação da Coca-Cola Brasil, conta que a demanda surgiu durante reuniões com o presidente da companhia que questionou a necessidade dos profissionais de TI avançarem como consultores para as áreas de negócio que eles atendem dentro da companhia.

“Nós já temos bastante know how no sentido de gerenciar e monitorar os custos, tempo, escopo, qualidade, Recursos Humanos, entre outros requisitos de controle para o planejamento dos projetos. Agora vamos nos capacitar para criar uma nova camada de conhecimento e também gerar valor para o negócio”, explica Osman.

O executivo esclarece que os processos vão continuar seguindo as melhores práticas de gestão no que se refere ao planejamento e execução de projetos, porém, novas métricas serão embutidas nessas atividades. Para isso, a Coca-Cola contratou a Ci&T que contribuirá para o desenvolvimento das estruturas e competências necessárias à implantação de uma cultura de gestão e inovação.

Osman exemplifica que a mudança começa no próprio projeto. Mesmo com a consciência de onde se quer chegar e o que se deseja com tal investimento (utilizando das metodologias de planejamento com cronograma das atividades, do tempo, do escopo e dos custos), a iniciativa não adota a mesma premissa para planejar como essa mudança cultural será realizada.

Vale ressaltar que o projeto tem todas as etapas e as áreas definidas, mas as metodologias de controle estão voltadas para a cultura de inovação. “Esse projeto tem sido tocado em parceria com a área de inovação da Coca-Cola porque representa uma nova forma de pensar TI dentro de casa”, afirma.

O piloto começa em duas unidades da América Latina: México e Brasil. Enquanto, a área comercial será o ponto de partida na unidade mexicana, o Brasil será o piloto nas áreas comercial e logística. A fase inicial envolveu entrevistas com os gerentes de diversas áreas da Coca-Cola Brasil para a elaboração de um diagnóstico das necessidades da empresa. A partir daí, estão sendo criados indicadores de gestão para identificar itens de melhorias e redefinir os próximos passos.

Com a solução, além de desenvolvedora de funcionalidades de sistemas, a área de TI passa a ser uma desenvolvedora de valor e inovação para a empresa e tem a possibilidade de agir de maneira proativa com proposta de soluções alinhadas às estratégias corporativas”, afirma Paulo Seixas, diretor de inteligência de negócios da Ci&T.

Osman acredita que a transformação vai tornar os profissionais de TI mais consultores que projetistas e haverá também impactos no papel da área de TI como um todo. Ele, entretanto, alerta que essa transformação não substituirá o discurso de que TI é um recurso para reduzir custos ou aumentar produtividade.

“Essa transformação deverá trazer novas atribuições ao que TI representa dentro de uma companhia. Não é uma substituição, mas uma transformação que trará novos valores nas relações corporativas”, observa. A sensação é de que essa nova cultura também prepara a Coca-Cola para se adequar melhor às transformações da própria indústria de TI que cada vez mais discursa sobre tornar-se um prestador de serviços da nuvem.

Ceila Santos

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