Blog Público

Arquivo de julho de 2010

Geração Y exige criatividade dos fornecedores de TI

Publicado sexta-feira, 30 de julho de 2010 às 11:09 por brsa.

29/07/2010 - Computerworld

O aumento da presença de jovens profissionais no mercado estimula a criação de políticas específicas entre as empresas do setor.

De todos os desafios enfrentados pelas organizações, um dos mais recentes refere-se à capacidade de lidar com um perfil específico de jovens profissionais, que começa a entrar no mercado de trabalho e ficou conhecido como a Geração Y – pessoas nascidas por volta do final da década de 80 e início de 2000. Entre as principais características desse grupo está a vontade de aprender, a necessidade de compartilhar informações, o desejo de se destacar rapidamente na carreira e a obrigação de equilibrar vida pessoal e profissional.

Das 70 Melhores Empresas para Trabalhar em TI e Telecom, a Geração Y já representa uma parcela importante dos profissionais. “Eles respondem por cerca de 1/3 dos funcionários dessas organizações”, calcula o CEO do Great Place to Work Brasil, Ruy Shiozawa. Não à toa, ele informa que na pesquisa deste ano fica clara a movimentação das companhias, no sentido de criar políticas específicas para atender à demanda específica dos jovens profissionais. 

Um dos exemplos de como a Geração Y tem mudado a gestão das empresas vem da desenvolvedora de sistemas Sydle, na qual cerca de 85% da força de trabalho está inserida na faixa etária de até 30 anos. Desde que a empresa nasceu, em 1998, tomou a decisão de adequar suas políticas à demanda dos jovens profissionais.

O diretor de recursos humanos da companhia, Victor Xavier, conta que uma das primeiras percepções foi de que não adiantaria apenas criar um espaço físico atraente ou dar a possibilidade de horários flexíveis. “Eles (Geração Y) exigem uma ruptura, pois são pessoas que precisam se desenvolver e perceber a evolução na empresa”, afirma Xavier.

Assim, como forma de criar um vínculo com a organização, a Sydle estabeleceu um programa de job rotation (rotatividade de trabalho) para todos os trainees – estudantes de cursos universitários – que entram na companhia e que correspondem a mais de 20% dos funcionários da empresa.

A iniciativa prevê que esses profissionais passem dois meses em cada um dos departamentos. “Com isso, além de prepararmos esses jovens para analisar as questões de uma forma ampla, damos a eles a oportunidade de experimentar diversas áreas”, explica o diretor. Ele informa que isso possibilita também que os trainees descubram quais as tarefas nas quais podem ter um melhor desempenho.

Em paralelo ao job rotation, Xavier conta que a empresa busca formas de contornar outra característica comum à Geração Y: a competitividade. Para isso, investe em modelos de acompanhamento e de feedback (retorno) constante do desempenho de cada um dos profissionais. “O que facilita justificar decisões, como a promoção de algum funcionário”, cita o executivo.

E a preocupação da Sydle em garantir que os profissionais entendam que a empresa toma decisões de forma transparente é justificável. Entre os principais pontos de insatisfação dos jovens profissionais entrevistados para o estudo das 70 Melhores Empresas para Trabalhar, aparece uma remuneração injusta – se comparado ao resultado que o funcionário entrega – e o favoritismo dos chefes por algumas pessoas.

A fórmula encontrada pela integradora de soluções Ícaro Technologies para driblar os problemas com a Geração Y, que corresponde a cerca de 80% de sua força de trabalho, foi investir em uma comunicação aberta. “Os jovens não são mais movidos pela necessidade de sobreviver, mas, sim, por desafios e satisfação pessoal. E a atitude transparente é a melhor forma de proporcionar isso”, considera o diretor-executivo da companhia, Kleber Stroech.

Além dos mecanismos tradicionais de comunicação – e-mails, intranet e reuniões –, a Ícaro utiliza um sistema de avaliação estruturado de cada profissional. O documento serve como base para ações de desenvolvimento e apoio à educação, a partir de programas como o subsídio de 50% à pós-graduação. Além disso, a política ajudou a empresa a, somente no primeiro semestre de 2010, promover 20% de todos os profissionais a novos cargos.

Na consultoria e prestadora de serviços de TI Ci&T, uma das armas para motivar a Geração Y, que representa mais de 75% dos profissionais da companhia, foi criar um programa de carreira horizontal. Ele permite que os jovens técnicos busquem promoções na companhia, mas sem necessariamente migrar para uma outra área. “Eles praticam liderança e gestão e aumentam as chances de ter sucesso na carreira”, define a diretora de recursos humanos da empresa, Carla Borges.

A executiva destaca, no entanto, que as preocupações da Ci&T em atender às demandas dos jovens profissionais vão além do plano de carreira. Como reflexo, a companhia oferece horários flexíveis de trabalho e estimula que os funcionários realizem tarefas que não estejam ligadas à organização. “A ideia é transformar a empresa em uma segunda casa para os funcionários, na qual eles possam conciliar todas as suas necessidades”, afirma Carla. Como reflexo, ela informa que, neste momento, prepara uma reformulação de todo o ambiente de trabalho, para torná-lo mais agradável.

Por Rodrigo Afonso

70 melhores empresas para trabalhar em TI e Telecom

Publicado quarta-feira, 28 de julho de 2010 às 15:12 por brsa.

Julho/2010 - ComputerWorld

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Sistema Lean em TI

Publicado quarta-feira, 21 de julho de 2010 às 17:04 por brsa.

21/07/2010 - Document Management

Case será detalhado no evento em São Paulo

Originado do Sistema Toyota e utilizado inicialmente no setor automotivo, o Sistema Lean gera resultados concretos também em empresas de TI (Tecnologia da Informação), um dos setores que mais cresce hoje em todo mundo, agregando valor para os clientes dessas companhias.

É o que vai provar a empresa Ci&T, que vai mostrar seu case de implementação do Sistema Lean em TI durante o Summit 2010 , dias 3 e 4 de agosto, no Hotel Transamérica, em São Paulo (SP).

Trata-se do maior encontro sobre Sistema Lean da América Latina e um dos maiores do mundo: vai reunir 68 apresentações, aplicadas por 56 especialistas, incluindo 27 mega empresas e 6 experts internacionais - evento já com cerca de 900 pessoas inscritas.

A Ci&T, empresa provedora de serviços de tecnologia de informação que atende clientes no Brasil e no exterior, apresentará sua transformação Lean e os impactos nos processos internos e na geração de valor aos clientes.

Serão mostradas aplicações como: células de trabalho usando o conceito Scrum; produção, teste e entrega em pequenos lotes; controle de ritmo; engenharia de valor.

E a Andrade Gutierrez, um dos clientes da Ci&T que interage com essa nova forma de trabalho, relatará sua percepção do processo e resultados.

Tudo isso será detalhado na palestra “Lean em serviços de tecnologia da informação (lean IT)”, aplicada por Aminadab Nunes, Diretor de Tecnologia da Ci&T, e Guilherme de Souza Pinto, Gerente de Sistemas da Andrade Gutierrez.

Público-alvo: do iniciante ao iniciado - “O Lean Summit 2010 tem o objetivo de apoiar profissionais e empresas de todos os setores da economia e que estão adotando o Sistema Lean em diferentes estágios de implementação”, resumiu José Roberto Ferro, presidente e fundador do Lean Institute Brasil, organizadora do encontro.

“Os que estão iniciando terão uma visão ampla sobre o assunto, formas de aplicação e resultados concretos. E os que já aplicam a filosofia Lean poderão aprofundar seus conhecimentos com o que há hoje de mais inovador no tema em todo o mundo”, completou o professor Ferro, um dos cinco maiores especialistas em Lean do mundo.

Segundo ele, o encontro foi planejado para atingir e ser útil para presidentes, diretores, gerentes, supervisores, coordenadores e instrutores interessados e/ou que precisam adotar ou sustentar o Sistema Lean em empresas e entidades de todas atividades, setores ou tamanhos.

Na edição passada do encontro, em 2008, metade dos participantes tinham cargos de direção ou gerência.

Entidade organizadora foi a 2ª do mundo - Organizadora do encontro, o Lean Institute Brasil é hoje uma entidade brasileira de referência internacional: foi a segunda do tipo a surgir no mundo - a primeira foi a norte-americana. E há quase 12 anos dissemina no Brasil o Sistema Lean em publicações, cursos, workshops e eventos.

Hoje, o Lean Institute Brasil é parte de uma rede de institutos distribuídos por 16 países e 5 continentes.

São entidades que disseminam, em escala global, o Sistema Lean, método de gestão inspirado no modelo Toyota, adotado atualmente por empresas de todos os setores e tamanhos.

Serviço:

Evento: Lean Summit 2010.
Dias: 3 e 4 de agosto de 2010

Local: hotel Transamérica, São Paulo (SP).
Mais informações e inscrições: www.lean.org.br

da Redação

A aplicação da TI sem desperdícios

Publicado sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 16:06 por brsa.

16/07/2010 - Decision Report

 

Seja no plano interno ou na relação usuário/fornecedor, o diálogo entre TI e negócios ainda é marcado por ruídos que prejudicam a aplicação das soluções tecnológicas como um combustível eficiente para a busca de resultados positivos e o acompanhamento constante e dinâmico das demandas corporativas. 

Essa situação pode ser bem exemplificada quando se constata que muitos dos projetos de novos softwares e sistemas, quando concluídos e implementados, acabam por ser subutilizados, pois não atendem aos requisitos inicialmente previstos ou são compostos por funcionalidades que não adicionam valor aos negócios.

A partir desse panorama, uma corrente já em voga em muitos setores da indústria começa a se fortalecer também com aplicações e metodologias voltadas especificamente à área de Tecnologia da Informação: o conceito de Lean IT, ou TI enxuta.

Esse conceito deriva das metodologias de Lean, filosofia que busca reduzir o desperdício ao eliminar dos métodos produtivos tudo o que não traz valor para o cliente. Desde a década de 90, ela vem sendo aplicada em diversos segmentos e desde 2005 vem ganhando forma na indústria de TI”, explica Aminadab Nunes, diretor de tecnologia da Ci&T.

Velocidade, simplicidade e flexibilidade

Não é raro que no desenvolvimento de novas soluções ocorra uma supervalorização de funcionalidades que não terão aplicação ao final do projeto ou que recursos previstos inicialmente não sejam mais prioridade para a empresa no momento em que esse processo é concluído.

Uma pesquisa realizada pelo Standish Group demonstra claramente essa situação. O estudo questionou os participantes acerca dos recursos geralmente utilizados em um sistema típico de TI. Os entrevistados apontaram que: 45% dessas funcionalidades nunca são usadas; 19% raramente são utilizadas; e apenas 7% são sempre usadas.

Nesse cenário, o que a gente percebe é que vem ocorrendo uma maturação de quais seriam as ferramentas que implementariam o conceito de Lean IT e minimizariam esses gargalos. No nosso caso, passamos a utilizar a metodologia Ágil, que nasceu nos EUA e foi implementada através da solicitação de clientes internacionais”.

Diferentemente dos processos tradicionais, na metodologia Ágil, os projetos são entregues em fases e com maior frequência ao cliente. O intervalo entre as etapas de desenvolvimento nunca ultrapassam quatro semanas e os ajustes necessários são feitos diariamente. Além disso, o usuário está envolvido ativamente e pode acompanhar de perto e de forma contínua a evolução do trabalho.

A metodologia é muito voltada para fatores como simplicidade, flexibilidade e velocidade. Levou três anos para que conseguíssemos utilizá-la em projetos de escala e agora convertemos 100% da carteira nesse método. Ao longo desse período, tivemos um salto de 45% de produtividade”.

Engenharia de valor

De acordo com Nunes, ao contrário das expectativas iniciais da Ci&T em encontrar um mercado cético em relação a proposta do conceito de Lean IT, a resposta dos usuários foi extremamente receptiva, especialmente por fatores como a redução do tempo médio de entrega de sistemas em produção, que caiu de oito meses para dois meses.

A primeira coisa que chama a atenção dos clientes é fato da área de TI não passar três meses sem gerar valor. Outro apelo é uma chave chamada Engenharia de Valor. Eu começo discutindo o valor que o projeto quer entregar, o que o negócio precisa, não em termos de funcionalidade, mas sim, em relação à capacidade para que aquela demanda seja suprida”.

O executivo ressalta que a Engenharia de Valor é utilizada como o grande instrumento de controle durante a execução do projeto, pois ela promove o realinhamento de cada fase às prioridades de negócio do cliente, o que evita esforços desnecessários e retrabalho, já que as necessidades variam muito ao longo do desenvolvimento.

Ao invés de elencar duzentas funcionalidades como acontece no processo clássico, eu identifico quinze business capabilities e foco nesses elementos no ciclo inicial de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, eu dou flexibilidade para o cliente mudar os requisitos e eliminar coisas que vão mostrando não serem imprescindíveis ao longo da evolução do projeto”.

Mudança de perfil

Nunes ressalta ainda outros ganhos, como a maior rapidez na identificação de problemas, a redução de custos no desenvolvimento das soluções, a capacidade de acompanhar as demandas de negócio com mais agilidade e o aumento da transparência na gestão do processo, pois o cliente está envolvido em todas as fases do projeto.

Porém, o diretor da Ci&T destaca a mudança no perfil de responsabilidades da área de TI como maior diferencial proporcionado pelos métodos de Lean IT. Para ele, no processo clássico, durante o levantamento dos requisitos, esses profissionais são obrigados a prever todas as funcionalidades que o sistema deverá ter, pois sabem que se isso não for feito, eles serão cobrados na conclusão do projeto. 

Ele é obrigado a refletir sobre um recurso que nem sabe se vai utilizar, ou seja, a adivinhar antes o que será o produto. A metodologia clássica tem muito disso, da área de TI se defendendo, do jogo onde você paga, fala tudo no começo e se estiver errado, paga mais porque falhou no levantamento dos requisitos”.

Nunes conclui afirmando que o grande gancho do Lean IT é executar a cada etapa o que vai gerar mais valor para o cliente. “Esse é um processo que estamos construindo e essa proposta de valor é o maior coeficiente de novidade e vantagem para os usuários”.

Moacir Drska

Aplicativo brasileiro é destaque no Japão

Publicado terça-feira, 13 de julho de 2010 às 17:58 por brsa.

12/07/2010 - Proxxima

Zen Space, desenvolvido pela Ci&T para iPad é o mais baixado no Japão na categoria “Estilo de Vida”

A CI&T lançou recentemente o aplicativo para iPad, Zen Space, voltado para o bem-estar e relaxamento. Em menos de um mês o aplicativo foi o mais baixado no Japão na categoria “Estilo de Vida”, conforme ranking da Apple Store. A aplicação é gratuita e funciona como um jardim japonês virtual, no qual o usuário do tablet cria seu próprio desenho na areia utilizando os diversos recursos disponíveis. Veja aqui o site explicativo do aplicativo.

iPad ganha rivais de peso

Publicado quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 11:09 por brsa.

Diário do Comércio - 05/07/2010

Fabricantes de grandes marcas estão entrando no mercado de tablets, que incorporam funções de smartphone, netbook e leitor de livros, tudo num mesmo equipamento

A Apple já vendeu mais de três milhões de iPads desde o seu lançamento em abril. Com o sucesso no mundo, vários fabricantes resolveram desenvolver equipamentos similares. O analista da IDC, Luciano Crippa, estima que até o final do ano mais de 8 milhões de tablets devam ser comercializados no mundo.

 

“Ninguém quer ficar para trás, nem fabricantes de PCs nem de smartphones, as grandes marcas devem ter seu tablet”. O produto tem a vantagem de reunir três dispositivos num só: netbook, smartphone e e-reader (leitor de livros e jornais), além de ser leve e dedicado à conectividade.

“Ele é mais confortável para carregar, acessa a internet, livros e outros arquivos de imagem, alguns trazem 3G e Wi-Fi. Ainda não substituem o computador do trabalho, mas vão brigar com os netbooks e smartphones”, acredita Crippa.

Outra vantagem dos novos tablets é que eles são extremamente fáceis de usar, permitindo que usuários pouco experientes fiquem à vontade acessando fotos, músicas, filmes, jogos e centenas de aplicativos disponíveis, tanto para lazer como para o trabalho, muitos adaptados dos smartphones para a nova plataforma.

O empresário Índio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor da FirstCom Comunicação e do I-Group, dedicado à gestão de projetos digitais, divide seu iPad de 64 GB com seu filho de 4 anos por algumas horas na semana.

“Ele é tão simples de usar que o menino leva o equipamento para cama para desenhar, aprender o alfabeto, números e ver alguns filmes e livros infantis”.

Heavy user de tecnologia, Guerra Neto tem dois notebooks, um netbook e dois iPhones. “Já troquei o netbook pelo iPad para viagens ou trabalho fora da empresa”. Customizou o aparelho com GPS, mapas, tradutor, livros, jornais, rádios, redes sociais, sincronização de caixas postais e também usa para fazer apresentações a clientes. Fatores limitadores do iPad, segundo o empresário: a falta de USB (mas existe um adaptador para isso) e a ausência de suporte ao Flash para visualização de sites com vídeo e animações.

Concorrentes - Na esteira do produto da Apple, com funções e aplicações similares, e para atender quem busca portabilidade nas horas de lazer e no trabalho, estão surgindo outros tablets, muitos deles prometidos para o final do ano. Asus, Dell, HP, LG, Lenovo e Toshiba são algumas das marcas que estão apostando nesses equipamentos com sistemas operacionais Windows, Android, Chrome, WebOS (da Palm, comprada pela HP), entre outros. Até a RIM, fabricante do BlackBerry, está pensando em lançar um tablet PC. 

Marcel Campos, gerente de Marketing da Asus, lembra que a marca foi pioneira com os tablets leves e de telas pequenas – o T91 de 9 polegadas foi lançado no final de 2008. Ele foi substituído pelo T101 (10 polegadas) e é vendido no Brasil por R$ 1.799. Até o Natal, a Asus terá outros modelos por aqui. Um deles será o leitor digital combinado com bloco de notas Eee Tablet (tela de 8 polegadas, touchscreen), que vira as páginas em um segundo, o mais rápido do mercado, garante Marcel. O outro será o Eee Pad 121, de 12 polegadas, o primeiro da categoria com esse tamanho. Com Windows 7 e chip Intel Core 2 Duo, é ideal para substituir o notebook (ou netbook) de mesa, pois é um PC de mão com acesso a e-mails, filmes, videoconferências, redes sociais, traz o pacote Office e aplicativos que serão produzidos em parceria com a Microsoft, informa o executivo. O teclado é virtual, mas terá um dock com teclado físico acoplado também. A bateria é para durar 10 horas. .

IdeaPad U1 é nome do híbrido da Lenovo, que começará a ser vendido primeiro na China. Ele pode ser tanto um notebook (quando a tela de 11,6 polegadas estiver acoplada à tampa do portátil), como um tablet (quando se separa do resto do equipamento). Se estiver funcionando isoladamente, sem a base do notebook, o display opera com software baseado em Linux e um chipset Snapdragon da Qualcomm, o mesmo usado em smartphones mais robustos. 

Neste verão europeu está chegando às lojas da operadora O2, da Inglaterra, uma versão da Dell maior do que um smartphone e menor do que o iPad. O tablet Streak traz tela de 5 polegadas, roda Android e tem suporte para Flash 10.1. A memória interna tem 2 GB, mas pelo cartão microSD pode ser ampliada para 32 GB e o processador é o ARM. Os usuários podem baixar os aplicativos da loja Android Market pela rede 3G da operadora e atualizar as redes sociais, e-mails e mensagens instantâneas.

Outro concorrente do iPad e do e-reader Kindle (da Amazon), é o Libretto W100, da Toshiba, com duas telas sensíveis ao toque de 7 polegadas, que se abrem como um livro, e cujos conteúdos podem ser diferentes (texto em uma e, na outra, uma página da web, por exemplo). O portátil está previsto para chegar ao mercado japonês em agosto e, só depois disso estará em outros mercados. Ele traz diferentes opções de teclados, conforme a preferência do usuário, processador Pentium U5400 e memória de 2 GB.

Outros modelos de tablets prometidos são da Archos, Acer e Samsung. A ARM, fabricante de  processadores móveis, calcula que até o fim do ano cerca de 50 modelos de aparelhos portáteis estarão brigando com o iPad. A maioria deles ficará restrita ao mercado chinês.

Aplicativos brasileiros - Os dispositivos móveis se transformaram em ferramentas poderosas de comunicação e de negócios com clientes, parceiros e fornecedores. Com a popularidade de smartphones e a nova onda dos tablets, aumenta o interesse dos desenvolvedores de programas para esses portáteis. Só a App Store, a loja de  aplicativos para os produtos da Apple, tem mais de 10 mil softwares para iPad e outros 200 mil para iPhone. Mas à medida que outros tablets ganharem mercado, novos aplicativos vão surgir, já que a maioria das marcas trabalha com plataforma aberta, ao contrário da Apple.

A start-up FingerTips, de São Paulo, criada no final de 2008, cresceu com o sucesso do iPhone e iPod e agora ganha dinheiro também com o iPad. A empresa vai faturar neste ano R$ 4,5 milhões só com aplicativos para os produtos da Apple, diz um dos seus sócios, Breno Masi.

Na FingerTips trabalham 25 pessoas com idade média de 20 anos (o mais jovem tem 16), que se dedicam integralmente ao desenvolvimento de programas móveis para a Apple, bastante rigorosa na hora de aprovar os produtos, lembra Masi. A start-up tem  mais de 20 aplicativos para iPhone e iPod Touch para clientes do Itaú, Bradesco, Santander, Ponto Frio, CVC, e está fazendo outros cinco softwares para iPad. Um deles é o SuperGuiaTV, um guia eletrônico de tevê para o usuário programar sua grade personalizada, buscar programas, listar os favoritos e receber alertas sobre a hora de ele começar. A maioria dos softwares  é gratuita, apenas dois games (um jogo da velha, feito também para a plataforma Android, e um de futebol) são pagos – US$ 1,99 cada.

Outra empresa que está se dedicando a essas soluções móveis é a Ci&T voltada  para plataformas Apple, Android e RIM (BlackBerry). Uma curiosidade é que um dos aplicativos desenvolvidos pela empresa de Campinas para o iPad, o Zen Space, é o mais popular entre os japoneses na categoria Estilo de Vida, segundo ranking oficial da App Store.
Um mês após seu lançamento, o Zen Space já tinha mais de 20 mil downloads no mundo, mas liderava no Japão.

O produto é voltado para o bem-estar e relaxamento e funciona como um jardim japonês virtual. O usuário cria seu desenho na areia, enquanto pedras e folhas são movidas.

Barbara Oliveira

Na China, Brasil vai além da commodity

Publicado terça-feira, 6 de julho de 2010 às 14:16 por brsa.

05/07/2010 - O Estado de São Paulo

Cada vez mais empresas vendem produtos com valor agregado para o país asiático

A China exporta todo tipo de mercadorias para o Brasil, das bugigangas encontradas no comércio popular ao aço e maquinário que atormentam os concorrentes nacionais. Mas também há empresas que fazem o caminho inverso e vendem produtos brasileiros para os chineses ? não apenas commodities, como minério de ferro e soja, mas itens de alto valor agregado.

 

Os dados do Ministério do Desenvolvimento mostram a evolução da participação dos itens manufaturados e semimanufaturados de 27,2% (2008) para 28,3% (2009). O aumento é pequeno, mas ocorreu depois de anos de avanço das exportações de produtos básicos.

A Positivo Informática é um caso de empresa brasileira que foi além das commodities ao decidir entrar no mercado chinês. Há três anos, a fabricante paranaense vende suas mesas educacionais de ensino de inglês para crianças.

Segundo Elaine Guetter, diretora de operações da Positivo, o potencial chinês é mais do que promissor. “A importância de aprender inglês no momento em que a economia se encontra é enorme. Tenho certeza de que é só o começo para a Positivo, porque tudo na China é absurdamente grande”, avalia a executiva da empresa de tecnologia.

Até abrir o mercado chinês, explica Elaine, foram necessárias muitas viagens e um verdadeiro trabalho de investigação. “Contratamos um chinês que nos ajudou a garimpar o mercado e a verificar se os possíveis parceiros naquele país tinham condições de levar o projeto adiante”, comenta. Como a mesa é para o ensino de inglês, não foi necessário fazer adaptações para o mandarim, apenas o manual técnico.

O distribuidor chinês dos produtos da Positivo também se tornou dono de escolas de ensino infantil de inglês, os E-Blocks Centers. Ele tem 14 escolas e ensina a 2.200 chineses com o uso das mesas.

Embarque de tecnologia. A Light Infocon, de Campina Grande (PB), especializada em softwares para bancos de dados, vende para o país asiático desde a metade da década de 90. “A falta de conhecimento das empresas brasileiras sobre aquele mercado é o que mais dificulta a atuação”, conta Alexandre Moura, diretor de marketing e presidente do conselho da empresa.

A entrada da Light Infocon na China aconteceu por meio da parceria com um instituto estatal de softwares que faz pesquisas na área acadêmica. Com o avanço das vendas, a empresa optou por ter um representante local. A única adaptação foi no idioma e em algumas cores do programa. “O preto, por exemplo, não é uma cor de que os chineses gostam muito. Então a gente substituiu por outra”, explica Moura.

Hoje, 20% das exportações da Light Infocon são para a China. Elas só ficam atrás do volume embarcado para Portugal e Espanha. “Procuramos aliar a troca de conhecimento técnico para avançar naquele mercado. Não dá para avançar sem um apoio local e uma boa rede de relacionamentos”, ensina.

Apesar do grande volume de importação de máquinas chinesas, há empresas brasileiras que conseguem vender para o país asiático. É o caso da Grob do Brasil, de origem alemã, cuja subsidiária brasileira tem contratos com clientes da China desde o fim da década de 90, quando a automação nas montadoras ganhou mais fôlego. A companhia é especializada em máquinas-ferramenta para fábricas de motores. “Os chineses adoram a tecnologia alemã, e é isso que nos abre as portas. Mas, com os planos da matriz de construir uma fábrica na China, nossas vendas com o tempo devem ser substituídas pela produção local”, explica Christian Müller.

Diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca acredita que haja muitas oportunidades para as empresas brasileiras no mercado com maior potencial de consumo do mundo. “Temos conhecimento e bons produtos em várias áreas, como a de equipamentos médicos e odontológicos e de alimentos processados. Mas é bom lembrar que em muitos casos as exportações também estão atreladas a exigências do governo chinês de que a empresa brasileira faça investimentos naquele mercado”, observa.

Alessandro Teixeira, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), avalia que as empresas brasileiras não devem ter como estratégia inicial exportar grandes volumes, mas entender como é o mercado da China e quais são as melhores oportunidades.

“Agora, por exemplo, é possível perceber que a classe média alta, formada por cerca de 200 milhões de pessoas, começa a desejar o consumo de marcas para se diferenciar dos outros. E o Brasil, com seu conceito de modernidade, pode ter uma chance de encontrar seu espaço com a moda, por exemplo”, opina Teixeira.

Marca. A lista de empresas brasileiras na China só deve crescer. A Alpargatas, fabricante das Havaianas, hoje vende suas sandálias esporadicamente para o país. Mas, para explorar melhor a marca num mercado de 1,4 bilhão de pessoas, já começa a estudar a possibilidade de abrir uma loja-conceito das Havaianas na China.

A Ci&T fez uma joint venture há um ano com uma companhia japonesa para ter acesso aos consumidores asiáticos. A China ainda não é cliente, mas o executivo Leonardo Mattiazzi espera que ainda neste ano os primeiros contratos sejam assinados. “Para os chineses, é fundamental mostrar a capacidade de atender a um cliente de forma global.”

Paula Pacheco - O Estado de S.Paulo

Falta gente para o iPAD

Publicado quinta-feira, 1 de julho de 2010 às 17:06 por brsa.

Julho/2010 - Info EXAME

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