O curioso caso do CIO que não gerava valor

June 21st, 2010

By César Gon, CEO Ci&T
Originally published at: Informática Hoje, June 2010

Conheça a saga e as descobertas desse CIO e sua curiosa trajetória corporativa ao longo de três décadas: de conselheiro sênior de tendências a jovial observador da rotina cotidiana dos custos de TI.

“Eu trabalho em circunstâncias incomuns”. Assim começa o curioso caso do CIO que não gerava valor, a história de um executivo de TI que começa a carreira como um profissional de elite, com muito conhecimento e desejado pelas melhores corporações. Curiosamente, ele rejuvenesce a cada dia que passa.

Era início dos anos 80, Machado de Assis e Scott Fitzgerald saem definitivamente de cena e a moda agora é imitar o Michael Jackson e os videoclips do álbum Thriller. Ao som de Billie Jean nosso jovem executivo convence a liderança da empresa a colocar um PC na mesa de cada funcionário. Lembra com orgulho daquele dia em que a tecnologia saiu do gélido CPD para fazer parte do dia-a-dia da empresa e ser a ferramenta diária dos “novos” profissionais do conhecimento. E era só o começo. Os anos seguintes seriam uma aventura de ganhos de produtividade, automação e possibilidades de negócio. De repente, não apenas o presidente mas todos os gestores de negócio da empresa queriam ouvi-lo, seguir seus conselhos e entender o admirável mundo novo da computação pessoal.

A cesta dos anos preenche uma década. Os cientistas lançam o telescópio espacial Hubble e marcam um auspicioso início para a década de 90. Já não tão jovem mas ainda carregado de energia, nosso CIO tem saudades de quando falava sobre o futuro e era ouvido diariamente pelo CEO. Já menos lúdicas são as memórias de quando abandonou o futuro e passou a “reportar” o presente para o CFO. Mas como será mesmo que isso aconteceu?

O futuro tinha chegado e parecia estar emaranhado numa teia de computadores interligados ao redor do mundo: a Internet. Não teve muito tempo para entender aquele estranho fenômeno de massa pois, como seu novo chefe havia lhe mostrado, os elevados investimentos em TI pareciam justificar essa subordinação à diretoria financeira da empresa e um cuidadoso foco no presente. Afinal, o balanço da empresa dependia da gestão eficiente desses custos, que cresciam ano após ano, embalados por modismos e siglas cada vez mais anglo-saxônicas e saborosas. Apesar dos esforços, a necessidade de sistemas integrados e a profecia do bug do milênio aumentaram ainda mais os gastos com TI. Foi naquela época que nosso CIO viu sua veia financista desabrochar. Poucos conseguiam produzir planilhas financeiras tão sofisticadas, talvez somente o seu chefe.

O tempo passava e nas curvas dos anos mais uma década se foi. Começa um novo século.  Uma verdade inconveniente de Al Gore acelera a reflexão sobre o futuro do planeta Terra e a responsabilidade de uma geração para com a próxima.

Sobre os ombros da explosão da Internet e dos celulares, a tecnologia se massifica e salta das mãos para a mente do consumidor. A tecnologia evolui, torna-se incrivelmente disponível e pervasiva. Uma nova geração passa a ver o mundo através de uma impensável imersão tecnológica. Dispositivos móveis e redes de colaboração vão transformando suas possibilidades sociais e econômicas numa velocidade contada não mais em anos mas em horas. Bolhas de investimentos caracterizam uma tal de “exuberância irracional” e catapultam uma nova geração de jovens empresas de tecnologia a estrelas da globalização, símbolos precoces de uma nova ordem econômica mundial.

Olhando da sacada da vida, nosso herói percebe que os ganhos dos investimentos em TI já não eram mais tão claros para a sua empresa. Uma infindável lista de acrônimos foi implementada e de repente os questionamentos sobre o “valor de negócio” ficaram mais freqüentes. Dê súbito, todos os executivos da empresa tinham suas próprias visões sobre quais desafios e oportunidades estavam a frente. Os mais ousados já navegavam lépidos nas ondas da inovação e referiam-se à área de TI como gargalo de suas ambições de negócio.

Nosso herói mostrou então incrível capacidade de adaptação quando, após um trimestre ruim, ocorreu uma reestruturação na empresa. Os quadros foram reduzidos e seu novo chefe passou a ser o diretor de compras, um jovem de raciocínio ágil, que adorava discutir o passado para entender se os custos da sua área ainda faziam sentido. Passou então a refletir sobre sua carreira. Ao longo de três décadas, ele havia protagonizado uma curiosa trajetória corporativa: de conselheiro sênior de tendências a jovial observador da rotina cotidiana dos custos de TI.

Felizmente a saga e as descobertas desse CIO não terminam aqui. O fim da primeira década do novo século se aproxima. Aumenta o volume da música eletrônica, os óculos 3D retornam às salas de cinema e os videogames conquistam a retina dos adultos.

Nosso herói percebe o paradoxo da evolução da sua carreira justamente no momento em que vivemos o início de mais uma revolução na indústria de TI, com tremendo avanço na sua capacidade de geração de valor. Valor, valor, valor… foi um estalo! Era hora de reescrever o amanhã. E foi naquela madrugada que, enquanto redigia uma mensagem para o presidente da empresa, pensava também que seus filhos tinham crescido, seus netos já caminhavam e, quer saber, era hora mesmo de lutar por aquilo que acreditava ser o melhor para aquela corporação.

Sentiu-se revigorado quando percebeu que, depois de algumas décadas, tinha voltado a falar sobre o futuro. Descreveu sobre os desafios da empresa e porque o sucesso de suas estratégias iriam depender inerentemente das possibilidades oferecidas pela tecnologia. Mostrou que as ambições de agilidade e agressividade na arena dos negócios aliadas à visão de sustentabilidade da empresa só seriam realizáveis com uma revisão do papel da TI. Empolgado, posicionou a tecnologia como a verdadeira “língua franca” da economia multicultural e sustentável com a qual sonha a humanidade.  Se a empresa realmente quisesse participar desse futuro, teria que rever a sua visão sobre o papel da tecnologia.

Questionou então quem melhor para encapsular complexidade e tornar os recursos tecnológicos simples e disponíveis onde e quando são necessários? Quem possuiria a visão horizontal e conhecimento da malha dos processos de negócio para candidatar-se a gestor de Valor das abrangentes possibilidades oferecidas pelo uso da TI? Sim, ele mesmo, o nosso herói CIO.

Na manhã seguinte, chegando na empresa, achou curioso ver sua natural ansiedade ser substituída por uma energia e motivação que não sentia há muitos anos. Tomava o seu café expresso sem açúcar quando,  zurum, zurum…. chegou uma mensagem de texto para o nosso CIO: reunião na sala do presidente!

-x-

César Gon
CEO, Ci&T
Junho de 2010

When the Master Falters, What Do the Disciples Do?

March 1st, 2010

by Leonardo Mattiazzi, VP International Business for Ci&T
First published at advice.cio.com

With the recent headlines around Toyota’s massive recalls, much has been made of the company’s Lean approach to manufacturing, which, of course, it pioneered. Some in the IT world that have applied this approach to their own organizations may even be asking whether it’s appropriate to be talking about Lean as a superior philosophy.

More than anything, the Toyota example just goes to illustrate that great companies are not immune to crisis, and even the best managers can make big mistakes. What really sets apart superior companies is their ability to look deeply and seriously into their problems’ sources and come out of a crisis even stronger. That’s what happened when Taiichi Ohno first devised the ideas that later came to be known as “lean principles,” when Toyota experienced a crisis in the 1950s. And I believe that history will repeat itself in this case.

Apparently I’m not alone. The reaction of car owners defending the company and the quality of its cars is astonishing. Make no mistake: the five deaths reported thus far as a result of the Toyota manufacturing problems cannot and should not be diminished. But the company is clearly taking the issue very seriously, as recently evidenced by the refusal of Akio Toyoda of a well-deserved prize offered by the Japanese government for the Prius’ fuel efficiency. This is no theater, as one could expect in a Western culture.

So, yes, Toyota, the great master of lean thinking, has serious issues to contend with, just when the market is starting to show signs of a slow recovery. Is it suffering from hubris born out of its extreme success? Is it compromising discipline in the pursuit of more (to be bigger than GM)? If that is the case, I’d say that at least Toyota is not denying risk and peril (which would be the next stage of decline) – they’re taking this very seriously. I don’t think that any company is above all crisis – either caused by external factors or internal ones. But I do trust that the culture that Toyota has built – based on the Lean principles it pioneered – will help lift it out of the turmoil it currently faces.

Were Toyota not a Lean company, I would be considerably less confident in its ability to ride out this storm. But with its consistent record over several decades of producing high-quality cars and providing excellent service, the company has too many supporters to simply fail. With a management culture that encourages looking at issues up close, determining root causes and fixing them at the outset, the company has the skills and resources that it takes to continue to be a leader in the industry.

There will always be the questions of how the original developers (the true masters) of the Lean approach who are no longer with Toyota (Ohno passed away in 1990) would respond to this crisis, and whether the corporate culture built over all these years is actually strong enough to surmount such a dangerous and difficult test. It’s worth following this ongoing story, and it’s important that no matter how you feel about Toyota, we examine what ultimately happens as a result of this crisis and learn from it. Masters – even those that make significant mistakes – are always teaching.

Os Pilares Que Sustentam Uma Empresa Ágil

February 2nd, 2010

Atualmente, falar de Ágil ficou tão comum que muitas pessoas correm para aprender sobre o assunto sob a pena de ficarem de fora da “roda”, caso não possuam ao menos o conceito básico.

Esse artigo irá demonstrar que a Toyota, a famosa empresa que produz carros e inventora do TPS (Toyota Production System – talvez o primeiro processo Ágil), não se apoiou basicamente num processo simples e campeão, mas tem como seu forte aliado uma cultura de contradições que a fez se destacar unicamente entre seus competidores, contrariando tudo que era padrão para o seu mercado.

Não apenas rivais como Chrysler, Ford, Daimler, Honda e GM desenvolveram sistemas parecidos com TPS, mas também organizações de outras áreas como a de TI tem adotado/adaptado as regras, papéis e ferramentas do TPS para se tornarem mais eficientes. Por conta do sucesso que as organizações tem tido ao utilizarem um processo Ágil, vários executivos olham para o Ágil como se fosse uma mágica que muda tudo ao seu redor. Isso é um mito, e mitos são perigosos.

É até simples de desmitificar: TPS é um processo inovador que permitiu à Toyota melhorar de maneira contínua seu processo de manufatura de veículos, porém, para que seu processo realmente funcionasse, a Toyota desenvolveu – talvez não com essa intenção – habilidades inovadoras relacionadas em sua cultura corporativa que tornou possível sustentar o processo ágil que foi implantado em suas fábricas. Seus funcionários trabalham numa cultura em que são constantemente confrontados com desafios e problemas que os impelem a investigarem para acharem a solução. E são esses os dois pilares de sustentação de uma empresa Ágil: um processo inovador que permita a empresa entrar num ciclo virtuoso de melhoria contínua e o desenvolvimento de habilidades inovadoras que tornará possível a criação de diferenciais competitivos que a destacará das demais empresas competidoras.

Portanto, o processo Ágil desenvolvido e adotado pela Toyota não é por si só a ferramenta milagrosa que a tem impulsionado. Foi preciso muito mais que apenas um processo para que a Toyota viesse a ser a potência que é hoje.

A Toyota acredita na força do intelecto de muitas pessoas trabalhando juntas num mesmo lugar. Não encara seus funcionários apenas como um par de mãos, mas como trabalhadores que acumulam conhecimento e experiência na linha de frente da companhia. Portanto, a Toyota investe maciçamente em pessoas e habilidades organizacionais e leva em consideração idéias de todas as pessoas de qualquer hierarquia: chão de fábrica, escritório e vendas – para citar apenas algumas.

UMA EMPRESA CONTRADITÓRIA

A Toyota não é o que podemos chamar de uma empresa convencional, na verdade, em sua trajetória, há poucos elementos que normalmente destacamos em empresas de sucesso.

Para citar alguns exemplos das esquisitices da Toyota, temos:

1. As raízes da companhia estão numa cidade rural chamada Mikawa e não planejam trocar sua sede para Tóquio, como sua rival Honda fez.
2. Eles vão longe no que diz respeito à humildade e forte ética de seus gerentes.
2. Requerem de seus gerentes humildade e ética nos relacionamentos pessoais e profissionais.
3. Não é que a Toyota pague pouco para seus executivos mais altos, mas em comparação com a Ford, os Japoneses receberam apenas um décimo do salário de um alto executivo da empresa norte-americana.

Agora, a Toyota não tem apenas algumas características estranhas, mas ela tem muitas contradições e paradoxos:

1. Toyota se movimenta devagar, ainda que caminhe a passos largos
Por exemplo, a companhia iniciou a produção de veículos nos EUA gradualmente. Iniciou em 1984 através de uma joint-venture com a GM chamada New United Motor Manufacturing, em Fremont, Califórnia, e inaugurou sua primeira planta em Kentucky anos depois. Entretanto, o lançamento do Prius no Japão em 1997 foi um grande passo. A Toyota apareceu com um motor híbrido que combinava um motor com a força de combustão com outro motor elétrico, amigável ao ambiente, muito antes de seus rivais.

2. Toyota cresce constantemente, porém é uma empresa paranóica
No início dos anos 1950, a companhia quase faliu, mas, nos últimos 40 anos, a companhia tem experimentado um constante crescimento nas vendas e market share. Apesar dessa estabilidade, executivos seniores constantemente dizem pérolas como “Nunca fique satisfeito”, “Tem que haver uma solução melhor”, “Reforme seu negócio enquanto o negócio vai bem” e “Nenhuma mudança é ruim”.

3. As operações da Toyota são eficientes, porém, utilizam o tempo de seus funcionários em atividades aparentemente desnecessárias.
Ficaríamos chocados ao saber a quantidade de pessoas que participam das reuniões da Toyota, mesmo que elas não participem das discussões, além disso, a companhia coloca muito mais empregados em concessionárias que seus rivais.

4. Toyota é econômica, mas gastona em algumas áreas
Apenas o Wal-Mart pode ser tão sovina quanto à Toyota. No Japão, a companhia desliga a luz de seus escritórios no horário de almoço. Funcionários trabalham juntos em uma grande sala sem repartições, por conta do elevado custo do espaço no Japão. Mas ao mesmo tempo, a Toyota gasta grandes somas de dinheiro em suas fábricas, rede de distribuição e desenvolvimento humano. Outro exemplo, é o custo de USD 170 milhões anuais na equipe de Fórmula 1.

5. Toyota insiste em comunicações internas simples, mas cria complexas redes sociais
É uma regra informal que requer dos funcionários linguagem simples quando se comunicam um com o outro. Ao fazerem apresentações, eles sumarizam as informações, objetivos, análises, planos de ação e resultados esperados numa única folha de papel. Mas ao mesmo tempo, a Toyota cria uma complexa rede social por que querem que “Todos saibam de tudo”. A companhia desenvolve links horizontais entre os funcionários através de similaridades geográfica ou de função, agrupando-os por especialização ou ano de entrada na empresa. Cria relacionamentos verticais através do ensino e programas de mentoria. E incentiva encontros informais ao convidar seus funcionários a entrarem em clubes baseados em esportes de interesse, hobbies e etc.

6. Toyota tem uma forte hierarquia, porém incentiva seus funcionários a questionarem seus chefes
Expressão de opinião contrária, exposição de problemas, não seguir cegamente as ordens da chefia – esses são exemplos de comportamentos permitidos aos seus funcionários. A Toyota conseguiu construir um ambiente em que os funcionários são livres para criticarem de forma construtiva a empresa e seus superiores. Eles sentem que estão fazendo a coisa certa ao oferecerem aos seus executivos críticas construtivas.

CONCLUSÃO

Através desse artigo, foi possível perceber que o grande sucesso da Toyota não se apoia exclusivamente em um processo inovador e campeão, mas que a empresa carrega consigo uma bagagem do que podemos chamar de cultura ágil. A criação do processo ágil foi apenas uma consequência da essência da empresa.

Para ser um verdadeiro sucesso em meio a tanta competição é necessário mais do que simples métodos que parecem resolver magicamente todos os problemas que uma empresa tem. É preciso ousadia, inovação, pensamento fora do que é comum e criatividade frente aos desafios.

Nem todas as excentricidades da Toyota serão aplicaveis ou benéficas para qualquer empresa. O que devemos fazer é prover soluções inéditas para problemas corriqueiros. Dessa forma, será possível construir uma empresa que realmente entregue seus produtos ou serviços com grande agilidade e desenvolver competências diferenciadas que são sustentadas por um longo tempo.

Afinal, executar processos e seguir receitas formatadas é fácil, o difícil é criar uma experiência única para o seu cliente e cativá-lo de tal forma que ele acredita que sua empresa é a única que poderá satisfazer suas necessidades.

Referência: Harvard Business Review, v.86 n.6, p 96 – 106

Por Thiago Melo de Paulo – Libero ADS – Application Development Services

O que significa Teste Ágil na Ci&T

January 14th, 2010

As equipes de testes vem sofrendo grandes mudanças em seu papel nos times de desenvolvimento. Muito disso se dá devido a evolução da metodologia, abandonando o RUP e mergulhando de cabeça na Agilidade.

A real mudança começa antes mesmo da reunião de planejamento. O tester tem a possibilidade de revisar os requisitos junto ao cliente, para que quando o time todo necessite deste requisito, toda a informação necessária já esteja disponibilizada. Essa atividade é uma das que mais otimiza o tempo e o trabalho das equipes, e consequentemente, uma das que mais diminue o número de “blocks” do time durante o desenvolvimento do produto.

Já o Teste Incremental pode ser citado como uma novidade que veio para ficar. O fato de os testes terem deixado de ser feitos apenas no final do processo,
fez com que os times parassem de fazer um “mini waterfall” e passassem a realizar o verdadeiro Iterativo-Incremental. Desde o primeiro dia do sprint, a equipe de testes acompanha o desenvolvimento do produto já nas máquinas de desenvolvimento, antecipando todo e qualquer problema emintente.
Quando os testes funcionais em máquinas de QA começam, o testador já tem uma boa idéia do que vai encontrar pela frente e os desenvolvedores já tiveram a chance de corrigir vários problemas detectados precocemente.

E por fim, mas não menos importante, os testes deixarem de ser apenas uma parte do processo, para elevarem o testador a condição de foco do conhecimento do produto e dos requisitos. Os profissionais que revisam estes requisitos e constroem os casos de teste para todo o sistema, por natureza, tem facilidade em conhecer todo o corpo do projeto.

A Ci&T tem esta natureza, de construir um ambiente em que cada profissional tenha espaço para “estrelar”!

E vamo que vamo!!

Por Gabriela Patuci – Tester ADS – Application Development Services

Minha Primeira Vez …

January 13th, 2010

Quando ouvi pela primeira vez sobre a metodologia ágil, confesso que na minha cabeça soava uma voz dizendo: “Isso não funciona para os meus tipos de projeto. Nossos projetos são complexos e a metodologia é muito flexível.”.   Afinal, sempre ouvimos que o gerenciamento do projeto tem que ser robusto, muito tempo gasto em documentação, gerenciamento de risco, tempo e escopo. Mas cá entre nós, quem aplicava 100% de todas essas teorias? Até então, começávamos o projeto muito bem e à medida que o tempo ia chegando ao fim deixávamos esses “detalhes” de lado e focávamos na entrega do escopo.

Entregávamos o escopo, mas sabíamos que não estava bom o modo como gerenciávamos os projetos e uma questão pairava no ar em nossas reuniões mensais: como faremos diferente? O quê mudar?
Finalmente chegou o dia em que recebemos um banho de loja sobre a metodologia e vimos que ela se encaixava perfeitamente com as nossas necessidades, mas antes nós precisávamos mudar primeiro. Assim fomos estudando, discutindo a melhor maneira de aplicá-la e imediatamente começamos a nos surpreender. A flexibilidade que tanto questionava inicialmente é justamente o que sustenta a metodologia.

Chegou o dia de utilizar a metodologia nova. Um projeto de alto risco que já não víamos outra maneira de executá-lo se não fosse utilizando dos conceitos ágeis para a entrega pontual e com a participação efetiva do cliente em todas as fases.

Logo em nossa primeira reunião, o primeiro obstáculo apareceu. O cliente não estava preparado, era totalmente inovador, nunca algo parecido fora aplicado na empresa. Mas acabou aceitando o desafio quando apresentamos como tudo funcionaria e que teria um controle diário através das “Daily Meeting”.

Outra surpresa foi quando aparecemos com um quadro branco (pequeno – cabia na parede da baia em que estávamos alocados). As pessoas passavam curiosas e perguntavam o que eram aqueles “post-it” e o que significavam os gráficos “Burndown”.  Foi muito bom esse choque cultural, pois as pessoas envolvidas participavam diariamente e faziam questão e dar uma olhada no quadro para acompanhamento do projeto.

Por fim, conseguimos entregar os sprints em sua maioria no prazo. Confesso que tivemos alguns que passamos poucos dias. E logo identificamos as lições aprendidas para que isso não se repita.

O mais empolgante é que de um cliente, inicialmente pé atrás com a metodologia, agora é totalmente a favor.

E hoje o nosso questionamento passa a ser: Como não percebemos isto antes?

É tão simples, objetivo, enxuto, transparente, sem desperdício de tempo e $$$…

Por Gabriel Marostegam – Consultor IN – Inteligência de Negócios

Sejam Bem Vindos!

January 5th, 2010

Olá,

Sejam bem vindos ao nosso novo blog, Agile Beyond Enough.

Nele teremos espaço para discutir as tendências do mundo Agil com todo o conjunto de entusiastas, estudiosos, clientes e parceiros desta empreitada.

Esperamos discussões desde o tema mais básico (”O que é?”) como também temas mais avançados (”Escalabilidade”).

O importante é desenvolver o assunto, compartilhar conhecimento e continuar encontrando caminhos e pontos de alavancagem neste complexo ambiente que é o desenvolvimento de software.

A participação de todos será MUITO importante!

[]´s

Daniel VM